Dez anos após a tragédia de Mariana, CBH Piranga mantém a luta pela recuperação da bacia do Rio Doce


5 nov/2025

Dez anos após uma das maiores tragédias ambientais já registradas no país, membros dos Comitês Afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce ressaltam a importância da união dos colegiados nas discussões relacionadas à restauração dos cursos d’água e avaliam a situação ambiental do manancial uma década depois do desastre, que provocou um grave impacto ambiental.

Passados dez anos, o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana ainda deixa cicatrizes no Rio Doce. O desastre ocasionou danos incalculáveis às comunidades ribeirinhas, aos povos indígenas que dependiam da pesca, e a população dos municípios atingidos.

Neste período, os representantes dos comitês nas porções mineira e capixaba do Rio Doce uniram esforços e potencializaram ações voltadas à preservação e recuperação da bacia.

Para o presidente do CBH Piranga, Carlos Eduardo Silva, a bacia do Rio Doce vive um processo de lentidão na recuperação e desigualdade no reconhecimento da tragédia.

“Após dez anos de rompimento da barragem de Fundão e Mariana, a situação é marcada pela lentidão da reparação e a desigualdade do reconhecimento e indenizações das vítimas e permanência dos impactos sociais e ambientais. Estamos sempre procurando parcerias, principalmente com o Ministério Público, para estarmos juntos nessa nova repactuação. O objetivo maior, universalização do saneamento.

Um dos avanços ao longo deste tempo foi a aprovação dos aprovou o Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Piranga (PDRH). O plano diagnostica a realidade ambiental do território hídrico e define quais deverão ser as estratégias para solucionar os problemas identificados, em curto, médio e longo prazo.

De acordo com o presidente, ainda há muito a ser feito.

“Na avaliação do comitê, acordos fechados ao longo dessa década, cumpriram o propósito de reparação no meio ambiente da bacia. O que falta ser feito? A repactuação ambiental, a recuperação ambiental é lenta, com presença de rejeitos e suspensão no leito do rio, impactando a vida aquática e a qualidade da água em alguns trechos. A reparação total dos danos ambientais, a garantia de segurança hídrica e a reparação social ainda são problemas em andamento”, afirmou.

Dez anos após uma das maiores tragédias ambientais já registradas no país, membros dos Comitês Afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce ressaltam a importância da união dos colegiados nas discussões relacionadas à restauração dos cursos d’água e avaliam a situação ambiental do manancial uma década depois do desastre, que provocou um grave impacto ambiental.

Passados dez anos, o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana ainda deixa cicatrizes no Rio Doce. O desastre ocasionou danos incalculáveis às comunidades ribeirinhas, aos povos indígenas que dependiam da pesca, e a população dos municípios atingidos.

Neste período, os representantes dos comitês nas porções mineira e capixaba do Rio Doce uniram esforços e potencializaram ações voltadas à preservação e recuperação da bacia.

Para o presidente do CBH Piranga, Carlos Eduardo Silva, a bacia do Rio Doce vive um processo de lentidão na recuperação e desigualdade no reconhecimento da tragédia.

“Após dez anos de rompimento da barragem de Fundão e Mariana, a situação é marcada pela lentidão da reparação e a desigualdade do reconhecimento e indenizações das vítimas e permanência dos impactos sociais e ambientais. Estamos sempre procurando parcerias, principalmente com o Ministério Público, para estarmos juntos nessa nova repactuação. O objetivo maior, universalização do saneamento.

Um dos avanços ao longo deste tempo foi a aprovação dos aprovou o Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Suaçuí (PDRH). O plano diagnostica a realidade ambiental do território hídrico e define quais deverão ser as estratégias para solucionar os problemas identificados, em curto, médio e longo prazo.

De acordo com o presidente, ainda há muito a ser feito.

“Na avaliação do comitê, acordos fechados ao longo dessa década, cumpriram o propósito de reparação no meio ambiente da bacia. O que falta ser feito? A repactuação ambiental, a recuperação ambiental é lenta, com presença de rejeitos e suspensão no leito do rio, impactando a vida aquática e a qualidade da água em alguns trechos. A reparação total dos danos ambientais, a garantia de segurança hídrica e a reparação social ainda são problemas em andamento”, afirmou.


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